Influencer é investigado por fazer deepfakes sensualizando mulheres em igrejas

📡 Fonte: Tecmundo 🏷️ Inteligência Artificial 🤖 Auto
Influencer é investigado por fazer deepfakes sensualizando mulheres em igrejas

📸 Créditos da imagem: fadfebrian/Getty Images

Um influenciador digital está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo por supostamente utilizar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para criar e disseminar deepfakes de jovens evangélicas, inserindo-as em contextos sexualizados. Os materiais, que teriam sido compartilhados no YouTube e outras plataformas, geraram um inquérito após a denúncia de uma das vítimas, uma adolescente de 16 anos.

O influenciador Jefferson de Souza é o centro da apuração, que teve início em fevereiro. As vítimas das manipulações digitais são frequentadoras de igrejas da Congregação Cristã do Brasil (CCB), e a denúncia da jovem de 16 anos foi crucial para a abertura do processo. Em nota, a defesa de Jefferson de Souza admitiu o uso da tecnologia de IA, mas negou qualquer intenção ofensiva ou ilegal.

Detalhes da Investigação e as Alegações da Defesa

O advogado Aguinaldo Aparecido Ereno, responsável pela defesa do influenciador, declarou que “em nenhum momento houve a intenção de promover exploração sexual, pornografia ou qualquer ato que atentasse contra a dignidade sexual das pessoas mencionadas”. Essa declaração contrasta com as acusações que levaram à investigação, que inicialmente se concentrou na simulação de cena de sexo ou pornografia envolvendo menor de 18 anos, e posteriormente incluiu o crime de difamação.

Jefferson de Souza, que também é membro da CCB, afirmou em depoimento que o objetivo dos vídeos era humorístico, com a intenção de satirizar a forma de se vestir na igreja. Ele alegou desconhecer a idade das pessoas retratadas nas imagens públicas utilizadas e que não sabia que algumas das mulheres exibidas eram menores de idade. Além disso, o influenciador disse não ter conhecimento de que o uso de imagens disponíveis em perfis públicos nas redes sociais poderia acarretar problemas legais.

Casos Específicos de Deepfakes

A investigação detalha alguns dos deepfakes criados por Jefferson de Souza:

  • No caso da adolescente que iniciou o processo, uma foto dela em frente ao altar da igreja no Brás, em São Paulo (SP), foi utilizada sem autorização. A montagem incluía outras meninas, sugerindo que o grupo estaria sensualizando dentro do templo.
  • Outra deepfake de IA envolveu a foto de uma jovem, também da CCB, que serviu de base para um vídeo. Essa gravação incluía uma versão do apresentador Sílvio Santos e adicionava uma mulher desconhecida de minissaia, enquanto o influenciador surgia criticando as roupas usadas pelas garotas.
  • O relatório da polícia aponta que Jefferson de Souza possuía outros vídeos semelhantes em seus perfis, nos quais fazia comentários depreciativos contra as mulheres e inseria imagens do apresentador Ratinho em algumas das produções.

A Congregação Cristã do Brasil, por sua vez, manifestou apoio às medidas legais tomadas contra o influenciador, reforçando a seriedade com que a instituição trata o ocorrido.

Remoção de Conteúdo e Implicações

Parte das deepfakes associadas ao caso foi removida dos perfis de Jefferson de Souza, seja por iniciativa própria ou pelas plataformas digitais. O YouTube, por exemplo, confirmou a remoção dos vídeos que violavam suas políticas de uso após a identificação do material. Este incidente ressalta os desafios crescentes relacionados ao uso indevido de tecnologias de IA e a necessidade de regulamentação e conscientização sobre os limites éticos e legais na criação e disseminação de conteúdo online.

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