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Preço da memória já subiu 30% no Brasil, dizem empresários
Reajustes chegam a 100% na cadeia e afetam quase metade da indústria
Reajustes chegam a 100% na cadeia e afetam quase metade da indústria. Demanda acelerada por data centers de IA causou desequilíbrio no mercado.
Resumo Abinee indica que cerca de 30% do reajuste da cadeia de fornecimento já é repassado no preço final de notebooks, celulares e TVs vendidos no Brasil.
A entidade revela que quase metade das empresas eletroeletrônicas (47%) tiveram aumento nos custos de componentes e matérias-primas.
O cenário é resultado da demanda acelerada por data centers de IA, com um desequilíbrio previsto até pelo menos 2028.
A alta no preço das memórias já é percebida pelo consumidor brasileiro, mas agora aparece com mais clareza nos dados do setor.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os reajustes podem chegar a 100% ao longo da cadeia de fornecimento, e cerca de 30% já é repassado no preço final de notebooks, celulares e TVs.
De acordo com a entidade, 47% das empresas eletroeletrônicas relatam aumento nos custos de componentes e matérias-primas – o terceiro avanço consecutivo desde novembro, quando o índice era de 23%.
Vale lembrar que os dados se referem ao repasse médio no preço final de produtos acabados.
No mercado de componentes avulsos, como módulos de memória RAM e SSDs, o cenário é de volatilidade extrema e os preços, em muitos casos, dobraram ou triplicaram.
Em nota, a Abinee avalia que a situação atual é mais grave do que o observado durante a pandemia.
Desta vez, a pressão vem da demanda acelerada por data centers de inteligência artificial, que tem redirecionado a produção de semicondutores e limitado a oferta para o mercado tradicional.
A expectativa é de que o desequilíbrio persista até 2028, projeção que vem sendo repetida por analistas e pela própria indústria há algum tempo.
Além das memórias, outros insumos também encareceram, como cobre, alumínio, ouro, prata e plásticos, estes últimos puxados pela alta do petróleo em meio às guerras e tensões geopolíticas.
A escassez ainda não é generalizada, mas já há sinais de deterioração no mercado.
13% das empresas que dependem de semicondutores relatam dificuldades de abastecimento — 5 pontos percentuais a mais do que os 8% observados na pesquisa anterior.
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