📸 Créditos da imagem: reprodução / Tecmundo
A empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic, dona da plataforma Claude, fez um anúncio diferente na última terça-feira (7). Ela revelou que desenvolveu um novo modelo de linguagem de ótima performance, mas não vai disponibilizá-lo ao público. O motivo, segundo a própria companhia, é um risco em potencial que essa IA representaria para a sociedade. Nos testes iniciais com a tecnologia, a Anthropic descobriu que o Claude Mythos na verdade poderia trazer mais males do que benefícios para a sociedade. Detalhes sobre a tecnologia já foram revelados em um relatório, mas ela não foi liberada ou sequer anunciada oficialmente. Porém, aos poucos, algumas informações e até o plano de um uso positivo desse recurso potencialmente nocivo começam a aparecer. O que é o Claude MythosO Claude Mythos Preview é a versão ainda experimental de um modelo de linguagem de propósitos gerais (ou seja, sem uma única especialização), treinado com uma combinação proprietária de “informações disponíveis publicamente na internet, conjuntos de dados públicos e privados e dados sintéticos gerados por outros modelos”; Essa IA foi considerada de ponta em termos de desempenho pela Anthropic, em especial se comparado com outros modelos atuais da mesma companhia, como o Claude Opus 4.6; Porém, a habilidade dele em escrever e analisar códigos de programação é o que mais despertou a atenção da empresa, para além da alta capacidade de argumentação ou o uso computacional; De acordo com a descrição da própria Anthropic, a IA Mythos seria boa até demais para encontrar “milhares de vulnerabilidades de alto risco” e de dia-zero em alguns dos navegadores e sistemas operacionais mais populares do mercado. Na prática, ela seria “melhor do que qualquer pessoa, exceto os humanos mais habilidosos” ao descobrir e apontar brechas de segurança em softwares.
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