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Artemis 2: vídeo gera teorias da conspiração, mas explicação é simples
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Uma recente onda de publicações nas redes sociais levantou dúvidas sobre a missão Artemis 2, da NASA, a partir de trechos de uma entrevista exibida pela CNN com a tripulação.
As interpretações levaram teóricos da conspiração a questionar se a espaçonave realmente contornou a Lua.
Alegações se baseiam, principalmente, em interpretações equivocadas sobre a iluminação do lado afastado do satélite natural e em um erro técnico na transmissão televisiva.
Entenda a polêmica
Durante a entrevista, parte do público passou a questionar por que o lado distante da Lua aparecia iluminado.
A discussão ganhou força após uma publicação da autora Naomi Wolf, que levantou dúvidas sobre o fenômeno e incentivou especulações de que a missão não teria orbitado a Lua.
A confusão está ligada, em parte, ao uso popular do termo “lado escuro da Lua”.
A Lua é gravitacionalmente travada à Terra, o que faz com que mostre sempre a mesma face ao planeta.
Ainda assim, tanto o lado visível quanto o lado afastado recebem iluminação solar em proporções semelhantes.
No momento em que a Artemis 2 estava atrás da Lua, o satélite estava na fase minguante gibosa visto da Terra.
Do lado oposto, a iluminação corresponde ao efeito inverso, permitindo que parte da face distante fosse visível e iluminada.
Segundo a NASA, durante cerca de seis horas de observações, a tripulação conseguiu ver aproximadamente 20% do lado afastado iluminado pelo Sol.
Entre as formações visíveis estavam a bacia Orientale, a cratera Pierazzo e a cratera Ohm.
Imagens que circularam nas redes sociais também contribuíram para a confusão, já que mostravam uma combinação de áreas dos lados próximo e distante da Lua, incluindo regiões conhecidas como mares lunares.
Suposta “tela verde” em entrevista
Outra teoria surgiu a partir de um momento da transmissão, quando o indicador de microgravidade — um objeto levado pela tripulação — apareceu com uma sobreposição visual incomum.
A falha foi interpretada por alguns como evidência de uso de tela verde, sugerindo que a entrevista teria sido encenada em estúdio.
No entanto, o efeito foi resultado de um erro técnico na própria transmissão da CNN.
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