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Embora muita gente tenha medo da inteligência artificial roubar os empregos dos seres humanos, pode ser que isso não aconteça dessa forma. Em um artigo publicado na Fortune, o professor e cientista emérito da Universidade de Nova York, Gary Marcus, indica que em grande parte do tempo a IA é uma jogada de marketing bem ensaiada. Uma das vozes mais vocais a respeito da febre da inteligência artificial, Marcus aponta que nossa realidade é bem diferente do que muitos CEOs e empresas pintam. Para ele, a matemática a respeito desse medo causado pelo desemprego não fecha totalmente e isso inclui as próprias empresas de IA. O cientista cita a Anthropic como um exemplo clássico, principalmente após as declarações apocalípticas do CEO Dario Amodei de que a IA destruiria inúmeros empregos bem rentáveis. Em contrapartida, a própria Anthropic não encontrou aumento sistemático do desemprego por conta do avanço da inteligência artificial generativa. A realidade, segundo Gary Marcus, é que as empresas usam a IA como um tipo de controle de dano.
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